
O impasse diplomático envolvendo o ministro Alexandre de Moraes ganhou um novo capítulo nesta semana.
Após a notícia do cancelamento do visto norte-americano do magistrado do Supremo Tribunal Federal (STF), o governo brasileiro, por meio de sua embaixadora em Washington, Maria Luiza Viotti, tentou contato formal com autoridades dos Estados Unidos — sem sucesso.

Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, a diplomacia norte-americana não retornou as tentativas de diálogo, o que acende um sinal de alerta no Itamaraty e alimenta especulações sobre os reais motivos por trás do veto ao nome de Moraes.
A embaixadora brasileira enviou uma comunicação oficial ao Departamento de Estado americano, mas não obteve resposta — nem mesmo uma justificativa protocolar.
A situação é delicada e inédita. Moraes participaria de um evento acadêmico nos EUA em setembro e, até então, mantinha relações institucionais normais com o governo norte-americano.
A negativa de visto, sem qualquer justificativa formal, coloca o Brasil em uma posição desconfortável perante uma de suas maiores parcerias internacionais.
A ausência de explicações públicas por parte dos EUA gera desconforto nos bastidores de Brasília. O gesto é interpretado como uma possível retaliação ou, ao menos, um sinal político que ainda não foi completamente decifrado.
O ministro Alexandre de Moraes, que vem sendo figura central no combate aos atos antidemocráticos no Brasil, inclusive com decisões polêmicas envolvendo parlamentares e influenciadores conservadores, agora se vê no centro de um imbróglio internacional, cuja repercussão ainda é incerta.
Nos bastidores do governo, o silêncio norte-americano tem sido encarado com perplexidade. Apesar da tentativa de manter a discrição diplomática, o episódio já provoca ruídos em setores da política externa brasileira, e pode respingar diretamente nas relações bilaterais.
O caso segue em acompanhamento por parte do Ministério das Relações Exteriores, que ainda aguarda um posicionamento oficial dos EUA.
Enquanto isso, a dúvida paira: o cancelamento do visto foi um ato técnico ou uma mensagem política?
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