Venezuela impõe tarifas de até 77% sobre produtos brasileiros e rompe acordo comercial

Em uma decisão inesperada e sem qualquer aviso prévio ao governo brasileiro, a Venezuela passou a cobrar tarifas de importação que variam de 15% a 77% sobre produtos brasileiros.

A medida representa uma violação direta ao Acordo de Complementação Econômica (ACE 69), assinado entre os dois países, que prevê isenção de impostos para produtos com certificado de origem.

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📰 Medida prejudica exportações do Norte do Brasil

A decisão impacta especialmente o estado de Roraima, que responde por mais de 70% das exportações terrestres do Brasil para a Venezuela.

Produtos como farinha de trigo, margarina, cacau e cana-de-açúcar estão entre os mais afetados.

O comércio entre os dois países vinha sendo retomado gradativamente nos últimos anos, após períodos de instabilidade política e econômica.

Contudo, a nova tarifação coloca em risco toda a cadeia produtiva e de logística voltada ao mercado venezuelano.


❗Reações e consequências diplomáticas

A Federação das Indústrias de Roraima classificou a medida como lesiva e solicitou a intervenção do Ministério das Relações Exteriores, cobrando providências imediatas.

O Itamaraty, por sua vez, informou que está acompanhando o caso com preocupação e que já iniciou contatos com autoridades venezuelanas para entender a origem da decisão.

A medida pode ter duas explicações: um erro técnico no sistema venezuelano de registro de certificados de origem ou uma decisão deliberada do governo de Nicolás Maduro.

Em ambos os casos, o Brasil cobra uma resposta urgente para preservar o equilíbrio comercial entre os países.


🌐 Tensão diplomática em momento delicado

O episódio reacende tensões diplomáticas entre Brasil e Venezuela, mesmo após tentativas recentes de reaproximação institucional.

O governo brasileiro considera a atitude como uma afronta ao tratado vigente, e o setor empresarial teme retaliações e um possível colapso nas exportações da região Norte.

A situação reforça a necessidade de diversificação de mercados para estados fronteiriços como Roraima, além de um debate mais amplo sobre os limites e a eficácia dos acordos comerciais regionais no atual cenário geopolítico sul-americano.

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