
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) voltou a esclarecer, nesta terça-feira (21), que as urnas eletrônicas utilizadas nas eleições brasileiras não são fabricadas por empresa venezuelana.
A manifestação ocorreu após declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), feitas durante um encontro com embaixadores, em Brasília, envolvendo a origem dos equipamentos utilizados no processo eleitoral.
Durante o evento, o parlamentar mencionou informações relacionadas à empresa Smartmatic, citando um relatório produzido pela Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) sobre suspeitas envolvendo eleições realizadas na Venezuela em 2012.
Em resposta, o TSE reiterou que o sistema eletrônico de votação brasileiro foi desenvolvido pela própria Justiça Eleitoral e que sua administração permanece sob responsabilidade exclusiva da instituição.
O esclarecimento busca reforçar informações oficiais sobre o funcionamento do sistema eleitoral brasileiro, contribuindo para o combate à desinformação em um período de preparação para as eleições. Segundo a Corte, tanto o projeto das urnas quanto os programas utilizados na votação são concebidos, administrados e fiscalizados pela Justiça Eleitoral, seguindo procedimentos de auditoria e transparência previstos na legislação.
Após a repercussão do caso, Flávio Bolsonaro divulgou nota afirmando que não colocou em dúvida a integridade do processo eleitoral brasileiro.
O episódio acontece às vésperas da convenção nacional do Partido Liberal (PL), marcada para este sábado (25), quando deverão ser oficializadas as candidaturas da legenda para as eleições.
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