
A tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre parte dos produtos exportados pelo Brasil passou a valer nesta quarta-feira (22).
A medida foi oficializada pelo governo do presidente Donald Trump e integra uma política comercial baseada em conclusões de uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que apontou supostas barreiras ao comércio norte-americano.
Segundo o governo dos Estados Unidos, a decisão foi motivada por práticas consideradas restritivas ao comércio bilateral, incluindo regras relacionadas ao sistema de pagamentos PIX e à regulamentação das plataformas digitais.
O governo brasileiro contesta esse entendimento e afirma que a medida representa uma interferência em assuntos internos do país. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o Brasil manterá sua autonomia nas decisões nacionais.
Embora a lista completa dos produtos atingidos ainda não tenha sido divulgada, autoridades norte-americanas informaram que itens como café e carne bovina ficaram fora da nova tributação.
Em contrapartida, o etanol está entre os produtos confirmados na tarifa adicional. O impacto da medida pode atingir empresas exportadoras e influenciar cadeias produtivas que dependem do mercado norte-americano.
Diante do novo cenário, o governo federal iniciou conversas com os setores econômicos para avaliar alternativas de apoio às empresas afetadas.
Também está em análise a possibilidade de adoção da Lei da Reciprocidade Econômica, mecanismo previsto para responder a medidas comerciais consideradas prejudiciais aos interesses brasileiros.
O desdobramento das negociações será acompanhado de perto por empresários e pelo mercado internacional.
Portal PB – Onde a notícia chega primeiro!