STF mantém postura institucional e evita responder críticas do presidente Trump sobre julgamento de Bolsonaro

Após as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que classificou como “caça às bruxas” o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), os ministros da Corte optaram por não se pronunciar publicamente sobre o caso.

A decisão reflete a estratégia de preservar a imagem e a autonomia institucional do Judiciário brasileiro.

Internamente, os ministros avaliam que eventuais manifestações a respeito de críticas internacionais devem partir do governo federal, por meio do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), e não da Suprema Corte, que atua com independência e responsabilidade perante a Constituição.

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Em contraponto à fala de Trump, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi enfático ao defender a soberania do Brasil: “O Brasil tem regras, tem leis e quem manda aqui é o povo brasileiro. Portanto, remediem suas vidas e não a nossa”, declarou.

Lula também considerou “irresponsável” qualquer tentativa de ingerência de um chefe de Estado estrangeiro sobre decisões do Judiciário nacional.

O julgamento de Bolsonaro, no STF, trata de supostas ações antidemocráticas e tentativa de golpe após as eleições de 2022.

O processo é acompanhado por setores políticos, jurídicos e pela imprensa internacional.


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