
O Partido Liberal (PL) decidiu manter a pressão política sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) e trabalha com a possibilidade de apresentar, em 2027, pedidos de impeachment contra Alexandre de Moraes e, dependendo de sua atuação após o resultado presidencial, Flávio Dino.
A estratégia foi divulgada nesta terça-feira (6), em meio às articulações para a formação do novo Congresso.
Segundo apuração da CNN Brasil, integrantes do PL interpretaram recentes movimentações de ministros como possíveis sinais de abertura para diálogo, mas a legenda afirma que não pretende vincular questões relacionadas ao STF a negociações envolvendo Jair Bolsonaro ou os condenados pelos atos de 8 de janeiro.
O ex-presidente Michel Temer, que indicou Moraes ao Supremo em 2017, declarou apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno, movimento que também passou a ser observado nos bastidores.
O principal alvo é Moraes. Nas contas apresentadas pelo partido, haveria atualmente 49 senadores favoráveis ao impeachment, enquanto seriam necessários 54 votos para a aprovação do afastamento.
O cenário mostra que a nova composição do Senado poderá ampliar o espaço para esse tipo de iniciativa, embora a obtenção da maioria necessária dependa de novas negociações entre diferentes bancadas.
A possibilidade de incluir Flávio Dino amplia ainda mais a tensão entre Legislativo e Judiciário.
O tema deverá ganhar espaço na próxima legislatura e pode influenciar a agenda do Senado, especialmente em discussões sobre os limites de atuação dos Poderes.
Para a população, o debate terá impacto direto sobre a estabilidade institucional e sobre decisões relacionadas ao funcionamento das instituições democráticas.
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