
Lideranças do PL começaram a se articular nesta segunda-feira (26) para convencer Flávio Bolsonaro a reconhecer a derrota para Lula (PT) o quanto antes.
Nos bastidores, a avaliação é de que o discurso em que o senador contestou as urnas foi um erro — e que os 4,4 milhões de votos de diferença esvaziam qualquer contestação.
Um dirigente que acompanhou a apuração no QG disse que a expectativa era de um tom mais ameno. Flávio foi aconselhado a reconhecer o resultado e a defender apenas que os fatos da prorrogação da votação fossem investigados.
Ele dobrou a aposta e anunciou que pedirá a anulação.
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, segundo aliados, não vai abraçar a iniciativa.
O histórico pesa: em 2022, atendeu ao pedido de Jair Bolsonaro e a sigla protocolou ação para anular votos do segundo turno.
O TSE negou, aplicou multa de R$ 22,9 milhões por litigância de má-fé e o ministro Alexandre de Moraes pediu abertura de inquérito contra o dirigente por crime eleitoral.
O senador encerra o mandato em 31 de janeiro de 2027 e responde a dois inquéritos no STF, sobre o financiamento do filme Dark Horse e sobre suspeitas de lavagem de dinheiro ligadas ao advogado Willer Tomaz. Ele nega irregularidades.
Redação Portal PB