
A prisão domiciliar de Bolsonaro ganhou novo capítulo nesta segunda-feira (23), após a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar favorável à medida por razões humanitárias.
O parecer, assinado pelo procurador-geral Paulo Gonet, aponta que o estado de saúde do ex-presidente exige acompanhamento contínuo, o que não seria plenamente garantido no regime fechado.
A manifestação ocorre em meio ao cumprimento de pena superior a 27 anos por crimes como organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado e danos ao patrimônio público. Segundo a PGR, houve agravamento recente do quadro clínico, incluindo diagnóstico de broncopneumonia aspirativa e injúria renal aguda, o que reforça a necessidade de cuidados médicos mais intensivos.
O entendimento do órgão considera a possibilidade excepcional prevista pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para casos graves de saúde.
A decisão final caberá ao Judiciário, que deve avaliar o pedido nos próximos dias, podendo autorizar a transferência para prisão domiciliar com monitoramento.
Redação Portal PB