PF vê elo entre fraude em cartão de vacina e suposto plano golpista

No relatório em que indicia o ex-presidente Jair Bolsonaro por fraudes em cartões de vacinação, o delegado Fábio Alvarez Shor afirma que, durante as investigações, os agentes conseguiram levantar indícios de que há um vínculo entre o esquema de inserção de dados falsos no sistema do Ministério da Saúde e dois supostos planos para se dar um golpe de estado após as eleições de 2022.

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No relatório em que indicia o ex-presidente Jair Bolsonaro por fraudes em cartões de vacinação, o delegado Fábio Alvarez Shor afirma que, durante as investigações, os agentes conseguiram levantar indícios de que há um vínculo entre o esquema de inserção de dados falsos no sistema do Ministério da Saúde e dois supostos planos para se dar um golpe de estado após as eleições de 2022.

Segundo o delegado da PF, a falsificação dos cartões de vacinação de Jair Bolsonaro e de sua filha, Laura, foi determinante para que o ex-presidente da República aguardasse, fora do país, o resultado dos supostos movimentos golpistas do final de 2022 e início de 2023. Para a PF, o quebra-quebra na praça dos três poderes em 8 de janeiro do ano passado foi uma segunda tentativa – agora violenta – de se estabelecer um golpe de estado no país.

“Conforme exposto na representação policial relacionada aos fatos investigados na Pet. 12.100/DF, que apura condutas para uma tentativa de Golpe de Estado e Abolição Violenta do Estado Democrático de Direito, o presente eixo relacionado ao uso da estrutura do Estado para obtenção de vantagens ilícitas (…) pode ter sido utilizado pelo grupo para permitir que seus integrantes, após a tentativa inicial de Golpe de Estado, pudessem ter à disposição os documentos necessários para cumprir eventuais requisitos legais para entrada e permanência no exterior (cartão de vacina), aguardando a conclusão dos atos relacionados a nova tentativa de Golpe de Estado que eclodiu no dia 08 de janeiro de 2023”, informa a autoridade policial no relatório.