
O Brasil volta às urnas neste domingo (4) com uma disputa presidencial marcada, mais uma vez, pela forte divisão entre o lulismo e o bolsonarismo.
De um lado está o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição; do outro, o senador Flávio Bolsonaro (PL), escolhido para representar o campo político liderado por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A polarização ganhou força nacional a partir da eleição de 2018, quando Jair Bolsonaro chegou ao segundo turno contra Fernando Haddad, em um cenário de forte desgaste das estruturas políticas tradicionais.
Em 2022, Lula e Bolsonaro voltaram a se enfrentar, em uma das disputas mais apertadas desde a redemocratização. Agora, com Jair Bolsonaro impedido de concorrer, Flávio assumiu a candidatura do grupo.
Especialistas apontam que a dificuldade de candidaturas alternativas em conquistar espaço nacional contribui para a permanência da disputa entre os dois campos.
O cenário tem impacto direto sobre o eleitor, que novamente precisa escolher entre projetos políticos distintos para definir os rumos do país nos próximos anos.
A pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (1º) citada no levantamento aponta Lula com 42% das intenções de voto, contra 38% de Flávio Bolsonaro.
Considerando apenas os votos válidos, os percentuais são de 45% e 40%, respectivamente.
Com os dois candidatos também registrando índices elevados de rejeição, a expectativa é de uma disputa acirrada e de forte mobilização política até a apuração final.
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