
Bom dia!
O amanhecer dominical é repleto de inspiração. Como é bom sentir a presença de Deus e voltar-se para Ele com o coração agradecido por tudo e por tanto.
Quando olho para trás, compreendo imediatamente: sozinho eu não teria conseguido. Obrigado, Deus! Feliz Dia do Senhor!
“Se for olhar para trás, que seja para ver o quanto Deus já fez por você.” (@camposde.margaridas)
Sou determinado: procuro sempre olhar para frente. Porém, em alguns momentos, é necessário voltar o olhar ao passado e reconhecer o quanto Deus realizou em nossa vida.
O ontem é tempo de gratidão. Tudo o que somos hoje carrega as marcas do que vivemos. Sejamos eternamente agradecidos.
Entretanto, o passado pode se tornar prisão quando é visitado apenas para reviver dores, erros e perdas. Mas ele também pode ser fonte de força quando aprendemos a enxergar os sinais de cuidado presentes até mesmo nos dias mais difíceis.
Olhar para trás com maturidade não é negar o sofrimento. É reconhecer que ele não contou a história inteira. Deus estava agindo nos detalhes, mesmo quando não percebíamos.
Houve livramentos silenciosos. Portas que se fecharam para evitar caminhos mais árduos. Encontros que sustentaram quando a esperança parecia frágil.
A memória, quando iluminada pela gratidão, reorganiza o coração. Ela nos mostra que a caminhada não foi solitária, que houve sustento onde parecia haver apenas resistência pessoal.
Muitas vezes, o que hoje é superação já foi desespero. O que hoje é testemunho já foi choro silencioso. Reconhecer isso fortalece a fé e devolve confiança ao presente.
Não se trata de romantizar o passado, mas de integrá-lo com verdade. Cada etapa trouxe aprendizado, mesmo quando não foi compreendida de imediato.
Deus escreve nossa história com linhas que só fazem sentido no conjunto. Ao revisitar o caminho percorrido, percebemos que houve amparo em momentos improváveis, força que não parecia nossa, coragem que surgiu sem explicação clara.
Esse reconhecimento não alimenta orgulho. Alimenta gratidão.
E a gratidão muda a forma de caminhar daqui para frente. O coração deixa de se fixar no que faltou e começa a valorizar o que foi concedido.
O passado deixa de ser peso e se torna alicerce. Recorda que já houve superação antes — e que o mesmo cuidado continua presente.
Quando olhamos para trás com esse olhar mais amplo, nasce serenidade para seguir. A memória se transforma em testemunho silencioso de que Deus nunca esteve ausente.
E essa certeza sustenta o presente com mais confiança e menos medo.
Bênção!
Paz & Bem!
Santa Alegria!
Abraço!

Frei Jaime Bettega
Capuchinhos/RS