
Bom dia!
Feliz Ano Novo! Viva 2026!
Queremos ser novos neste Ano Novo, celebrado também como o Dia Mundial da Paz e a Festa de Maria, Mãe de Deus. Comecemos este novo tempo com Deus, pois somente Ele pode impedir que o ano envelheça. Gratidão pela amizade e pela querida companhia diária. Que venham muitas bênçãos!
“É mais um ano e isso importa muito. Estamos aqui. Permanecemos. Reinventemos o que for necessário para prosseguir.” (Gabriel Chalita).
Um misto de alegria e expectativa invade o coração: estamos no Ano Novo de 2026. Acolho este novo ano como um presente de Deus. Gratidão ao Autor do tempo.
Chegar até aqui não foi simples, nem automático. Permanecer é um verbo exigente. Ele implica atravessar dias bons e outros nem tanto, lidar com perdas, sustentar esperanças frágeis e recalcular rotas quando o caminho se mostrou diferente do esperado.
Estar aqui é resultado de escolhas feitas mesmo quando faltava clareza. De passos dados mesmo quando o medo insistia em ficar. Um novo ano não começa em branco; começa carregando marcas, aprendizados, cicatrizes e também sementes. Reconhecer isso é sinal de maturidade.
Prosseguir não significa repetir tudo do mesmo jeito. Há momentos em que a vida pede reinvenção — não como ruptura, mas como um ajuste sensível ao que se tornou essencial.
Reinventar é escutar o que mudou dentro de nós. É aceitar que algumas versões já cumpriram seu papel. É compreender que insistir em formatos antigos pode nos afastar da própria verdade.
A permanência ganha sentido quando vem acompanhada de flexibilidade interior. Há forças que só se revelam quando aceitamos mudar de forma, sem mudar a essência.
O novo ano não exige promessas grandiosas. Pede presença honesta. Pede consciência sobre o que carregamos, o que deixamos para trás e o que desejamos cultivar.
Estar aqui importa porque cada dia vivido construiu algo em nós. Importa porque ainda há possibilidades, encontros, aprendizados e gestos de amor a serem feitos. Importa porque a vida continua chamando, mesmo depois do cansaço.
Permanecer é um ato de coragem silenciosa. Prosseguir é um gesto de fé cotidiana. Reinventar-se é sinal de sabedoria, não de fraqueza.
Quando honramos o caminho já percorrido e nos abrimos ao que precisa ser transformado, seguimos mais inteiros. O novo ano não precisa ser perfeito; precisa ser verdadeiro. E isso já é muito.
Bênção!
Paz & Bem!
Santa Alegria!
Abraço!

Frei Jaime Bettega, é frade capuchinho, formado em filosofia, teologia e Administração de Empresas, pós-graduado em Gestão de Pessoas; doutor em administração.
Capuchinhos/RS