
A permanência do ministro Dias Toffoli na relatoria do caso Master, segundo a leitura predominante entre seus pares no Supremo Tribunal Federal, deixou de ser apenas uma escolha pessoal e passou a representar um constrangimento institucional.
O ambiente interno aponta para uma avaliação dura: a situação é considerada insustentável, ainda que o regimento assegure ao relator o direito de permanecer no processo.
O silêncio estratégico adotado por Toffoli, interpretado por colegas como uma tentativa de ganhar tempo, amplia a tensão dentro da Corte.
Ao não sinalizar qualquer disposição de recuo, o ministro transforma o debate jurídico em um ruído político, algo que o STF tem buscado evitar em momentos de alta exposição pública.
Mais do que uma disputa de bastidores, o episódio revela um Supremo pressionado por suas próprias dinâmicas internas.
A questão central não é apenas quem relata o processo, mas o impacto dessa decisão na credibilidade e na imagem de equilíbrio da Corte diante da sociedade.

Jucélio Lindenberg é jornalista, radialista, filósofo, escritor e CEO do Portal PB.