
O amanhecer dominical é sempre inspirador, pois nos recorda que somos filhos e filhas do Altíssimo. O que seria de nossa vida se não tivéssemos um Deus tão bondoso?
Que nossas mãos se unam em oração e que nossos joelhos se dobrem em súplica e prece. Feliz Dia do Senhor!
“No caminho da santidade muitas folhas precisam cair: orgulho, vaidade, apegos. Não tenha medo de perder certas folhas. Apenas confie n’Aquele que sabe tudo.” (@passarinhos_no_telhado)
Os tempos andam mudando. A busca pela felicidade continua intensa, mas nem sempre o caminho escolhido proporciona o que o coração mais precisa: a paz. Tenho pensado muito, nestes tempos de tanta agitação: que pessoa desejamos ser?
O mundo está organizado nas questões do ter. Porém, muita gente tem tudo e, mesmo assim, a felicidade permanece distante. Naturalmente, o ser precisa vir antes do ter.
Ainda bem que a espiritualidade permite muitas reflexões, capazes de inspirar um novo jeito de viver.

O caminho espiritual não é feito de acúmulo, mas de desapego. A santidade não se alcança através do que se tem, mas do que se entrega. O orgulho, a vaidade e os apegos são folhas que o vento do tempo insiste em arrancar, porque impedem a luz de alcançar a alma.
Há uma sabedoria divina na forma como a vida nos ensina a perder. O que hoje parece desfolhar é, na verdade, o início de uma renovação profunda. A alma cresce quando aprende a confiar mais e controlar menos.
Cada perda, quando acolhida com fé, se transforma em espaço para que o amor de Deus habite com mais liberdade.
O orgulho faz o coração endurecer; o desapego o faz pulsar de novo. É preciso coragem para deixar ir o que acreditávamos indispensável, mas é nessa entrega que nasce a verdadeira liberdade.
A fé é o solo que sustenta o que parece desabar. Deus nunca tira para empobrecer; tira para purificar.
Aquele que confia não teme o outono da alma, porque sabe que depois dele sempre vem a primavera da graça. A santidade não está em nunca cair, mas em levantar-se cada vez com mais humildade.
É um processo silencioso, onde as folhas caem uma a uma até que reste apenas o essencial: um coração livre, manso e totalmente entregue à vontade divina.
E é nesse estado de simplicidade que a alma encontra a plenitude, porque já não precisa provar nada, apenas ser.
Bênção! Paz & Bem! Santa Alegria! Abraço!

Frei Jaime Bettega, é frade capuchinho, formado em filosofia, teologia e Administração de Empresas, pós-graduado em Gestão de Pessoas; doutor em administração.
Capuchinhos/RS