
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, encaminhou à Corregedoria da Casa pedido de afastamento de até seis meses para 15 parlamentares que participaram do motim nos plenários nos dias 5 e 6 de agosto — entre eles integrantes do PL, Novo e uma deputada do PT acusada de agressão.
A decisão foi tomada pela Mesa Diretora nesta sexta-feira (8), com o objetivo de permitir a apuração disciplinar das condutas.
O motim foi motivado pela decretação de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro e pautado por demandas de anistia geral e impeachment do ministro Alexandre de Moraes, causando a paralisação dos trabalhos legislativos por mais de 30 horas.

“A Mesa da Câmara dos Deputados se reuniu nesta sexta-feira, 8 de agosto, para tratar das condutas praticadas […] A fim de permitir a devida apuração do ocorrido, decidiu-se pelo imediato encaminhamento de todas as denúncias à Corregedoria Parlamentar para a devida análise”, informou a Secretaria-Geral da Mesa em nota oficial.
O próximo passo será a apreciação dos afastamentos pelo Conselho de Ética, seguindo o regimento interno da Câmara.
Os deputados citados são:
- Marcos Pollon (PL-MS);
- Zé Trovão (PL-SC);
- Júlia Zanatta (PL-SC);
- Marcel van Hattem (Novo-RS);
- Paulo Bilynskyj (PL-SP);
- Sóstenes Cavalcante (PL-RJ);
- Nikolas Ferreira (PL-MG);
- Zucco (PL-RS);
- Allan Garcês (PL-TO);
- Caroline de Toni (PL-SC);
- Marco Feliciano (PL-SP);
- Bia Kicis (PL-DF);
- Domingos Sávio (PL-MG);
- Carlos Jordy (PL-RJ); e
- Camila Jara (PT-MS).
A medida reforça o compromisso institucional de responder de forma rigorosa a atos que obstruem o funcionamento do Legislativo.
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