Motta aciona Corregedoria para afastar 15 deputados após motim na Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, encaminhou à Corregedoria da Casa pedido de afastamento de até seis meses para 15 parlamentares que participaram do motim nos plenários nos dias 5 e 6 de agosto — entre eles integrantes do PL, Novo e uma deputada do PT acusada de agressão.

A decisão foi tomada pela Mesa Diretora nesta sexta-feira (8), com o objetivo de permitir a apuração disciplinar das condutas.

O motim foi motivado pela decretação de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro e pautado por demandas de anistia geral e impeachment do ministro Alexandre de Moraes, causando a paralisação dos trabalhos legislativos por mais de 30 horas.

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“A Mesa da Câmara dos Deputados se reuniu nesta sexta-feira, 8 de agosto, para tratar das condutas praticadas […] A fim de permitir a devida apuração do ocorrido, decidiu-se pelo imediato encaminhamento de todas as denúncias à Corregedoria Parlamentar para a devida análise”, informou a Secretaria-Geral da Mesa em nota oficial.

O próximo passo será a apreciação dos afastamentos pelo Conselho de Ética, seguindo o regimento interno da Câmara.

Os deputados citados são:

  1. Marcos Pollon (PL-MS);
  2. Zé Trovão (PL-SC);
  3. Júlia Zanatta (PL-SC);
  4. Marcel van Hattem (Novo-RS);
  5. Paulo Bilynskyj (PL-SP);
  6. Sóstenes Cavalcante (PL-RJ);
  7. Nikolas Ferreira (PL-MG);
  8. Zucco (PL-RS);
  9. Allan Garcês (PL-TO);
  10. Caroline de Toni (PL-SC);
  11. Marco Feliciano (PL-SP);
  12. Bia Kicis (PL-DF);
  13. Domingos Sávio (PL-MG);
  14. Carlos Jordy (PL-RJ); e
  15. Camila Jara (PT-MS).

A medida reforça o compromisso institucional de responder de forma rigorosa a atos que obstruem o funcionamento do Legislativo.

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