
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (26) a retirada imediata de parlamentares bolsonaristas que haviam se instalado em frente ao prédio da Corte, em Brasília.
A decisão também proíbe a formação de acampamentos semelhantes nas proximidades do Supremo.
A ação foi motivada pela presença de deputados do PL, entre eles Gustavo Gayer (GO) e Nikolas Ferreira (MG), que montaram tendas no local como forma de protesto e apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, alvo de investigações no inquérito que apura tentativa de golpe de Estado.

Na decisão, Moraes destacou que a área do STF não é local apropriado para manifestações prolongadas, tampouco para instalação de estruturas fixas com motivação político-partidária, o que poderia comprometer o funcionamento da Corte e a segurança institucional.
O ministro também alertou sobre o precedente perigoso de transformar áreas institucionais em palco de mobilizações contínuas, citando o contexto de instabilidade política que o país vivenciou após os atos antidemocráticos de janeiro de 2023.
Com isso, reforça-se o entendimento de que os Poderes devem preservar sua autonomia e integridade diante de pressões externas.
A decisão de Moraes ocorre em um momento em que aliados de Bolsonaro intensificam manifestações de apoio ao ex-presidente, especialmente após recentes declarações e desdobramentos jurídicos que indicam avanço das investigações sobre a tentativa de subversão democrática.
No cenário político atual, cresce o embate entre o Judiciário e setores mais radicais do Legislativo, o que pode gerar novas tensões institucionais.
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