
Bom dia! Um dia especial amanhece para todos nós. É domingo, dia do Senhor. Estamos no tempo do Advento: vem, Senhor Jesus, o mundo precisa de Ti. Que seja um dia de espiritualidade e de significativos encontros.
Reservemos um tempo para Deus. Ele merece. Feliz domingo!
“E assim prossigo com o que de mais bonito carrego comigo: a minha fé.” (Laura Méllo)
A espiritualidade faz toda diferença na vida pessoal, familiar e comunitária, pois torna o ser humano mais dócil, afável e transparente. Não tenho dúvidas de que o mundo está carente de espiritualidade.
Ainda bem que existem muitos sinais de retorno ao cultivo da fé. É evidente que cada qual deve fazer a sua experiência espiritual, pois sem essa convicção a vida não encontra realização.
A fé é esse fio invisível que atravessa os dias, sustentando o coração nos momentos em que a lógica não dá conta e a razão não encontra explicação.

Ela não se faz apenas de grandes milagres, mas de pequenos sinais que brotam no cotidiano, percebidos apenas pelos olhos atentos.
A fé cresce na escuta silenciosa, quando a alma se volta para dentro e encontra ali um lugar seguro, um abrigo onde nenhuma tempestade é capaz de arrancar a esperança.
Há quem pense que fé é certeza absoluta, mas, na verdade, ela é confiança mesmo quando as certezas não aparecem. É a coragem de continuar fazendo o bem quando o retorno ainda não veio.
É o respirar profundo antes de dar um passo que parece maior do que as próprias forças. É a intuição serena de que existe um cuidado maior guiando o caminho.
A fé amadurece quando aprendemos a enxergar sentido até nos trechos mais difíceis — não porque a dor desaparece, mas porque o coração, sustentado por algo maior, encontra força para seguir.
Ela nos convida a olhar o mundo com mais delicadeza, a entender que há propósitos que nascem em silêncios e bênçãos que se revelam aos poucos.
Quem caminha com fé carrega dentro de si um chão firme que nenhuma mudança externa pode abalar. E essa firmeza não se mostra em grandiosidade, mas em constâncias simples: na paciência que se renova, na gratidão que floresce, na esperança que insiste.
É por isso que a fé é tão bonita. Ela nos devolve ao essencial, reacende a luz quando tudo parece confuso, sustenta o coração quando as forças diminuem.
E, enquanto ela habita dentro de nós, há sempre motivo para prosseguir.
Bênção! Paz & Bem! Santa Alegria! Abraço!

Frei Jaime Bettega, é frade capuchinho, formado em filosofia, teologia e Administração de Empresas, pós-graduado em Gestão de Pessoas; doutor em administração.
Capuchinhos/RS