
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta quarta-feira (16), uma reação oficial à decisão dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.
Em nota divulgada pelo Palácio do Planalto, a gestão federal informou que recorrerá aos mecanismos previstos na legislação brasileira, além de levar novamente a discussão à Organização Mundial do Comércio (OMC).
Na avaliação do governo, a medida adotada pelos norte-americanos não encontra respaldo nos números do comércio entre os dois países. O Planalto argumenta que os Estados Unidos mantêm saldo comercial favorável na relação com o Brasil e afirma que sempre buscou o diálogo com as autoridades americanas durante as investigações que resultaram na nova taxação.
A nota também rebate críticas envolvendo o Pix, a política ambiental brasileira, a regulação das plataformas digitais e outros pontos utilizados como justificativa para a decisão.
Para o Brasil, o aumento das tarifas pode afetar exportações e diversos setores produtivos, motivo pelo qual o governo afirma que adotará medidas para reduzir os impactos econômicos.
Entre as estratégias anunciadas estão a ampliação de novos mercados para produtos brasileiros, o fortalecimento das relações comerciais com outros países e a utilização dos instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade para proteger os interesses nacionais.
O comunicado também traz críticas à atuação de integrantes da família Bolsonaro, acusados pelo governo de contribuir politicamente para o endurecimento da posição dos Estados Unidos.
Ao encerrar a manifestação, o Planalto reafirma que a defesa da soberania nacional permanecerá como prioridade e garante que continuará adotando medidas para preservar a economia brasileira e os interesses do país no cenário internacional.
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