
Os ministros do TSE Kassio Nunes Marques e André Mendonça, presidente e vice do tribunal, passaram a se desvincular de Flávio Bolsonaro (PL) depois que o senador divulgou a carta golpista na quarta-feira (28).
Segundo relatos de conversas com auxiliares, ambos avaliaram que o candidato derrotado perdeu o bom senso.
Na sessão plenária desta quinta-feira (29), a primeira após o documento, os ministros não mencionaram o caso e julgaram a pauta normalmente.
Na noite anterior, Kassio havia divulgado nota afirmando que as eleições “transcorreram dentro da mais absoluta normalidade” e que todos os questionamentos feitos “dentro do devido processo legal” serão analisados — sem citar o senador.
Integrantes do TSE mais alinhados ao governo classificaram a carta como “absurda” e defenderam que seja ignorada.
Um ministro do STF afirmou que um texto com o brasão errado, “Estados Unidos do Brazil”, não pode ser levado a sério.
A repercussão alcançou também a campanha. Rogério Marinho (PL-RN) disse que nem ele nem o partido podem afirmar que houve fraude, e Tarcísio de Freitas defendeu “respeitar o resultado das urnas”.
A advogada Maria Claudia Bucchianeri, que representou Flávio no TSE, comunicou que não ajuizará mais ações em nome dele.
Redação Portal PB