
A decisão da Comissão Mista de Orçamento de elevar o fundo eleitoral para R$ 4,9 bilhões em 2026 escancara uma realidade já conhecida: o peso da política partidária sobre o Orçamento da União.
O governo havia proposto R$ 1 bilhão como sinal de austeridade, mas a pressão do Congresso mostrou-se novamente mais forte.
O movimento não é novidade. Em 2022 e 2024, as cifras também foram infladas, repetindo a lógica de que campanhas eleitorais exigem recursos cada vez mais robustos.
A previsão é que esse valor ainda cresça, chegando próximo dos R$ 5 bilhões.
O ponto central, no entanto, está no contraste com as demandas sociais. Enquanto áreas essenciais clamam por investimentos, a classe política mantém sua prioridade no financiamento das campanhas.
O debate sobre até onde a sociedade aceitará esse custo permanece em aberto — mas uma coisa é certa: o jogo eleitoral continua sendo tratado como prioridade máxima em Brasília.
Jucélio Lindenberg é jornalista, radialista, filósofo, escritor e CEO do Portal PB.