Fuga de Flávio deixa vácuo político e acelera articulações de aliados no Congresso e de olho em 2030

A fuga de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos, após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), desmontou o plano do PL de transformá-lo no articulador da oposição no Congresso.

Menos de 24 horas depois de prometer reunir deputados e senadores eleitos, o senador deixou o país e abriu espaço para uma corrida pelo protagonismo na direita.

O primeiro movimento veio do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Seu entorno avalia que a ausência de Flávio consolida o nome dele como alternativa presidencial para 2030, sem choque direto com o bolsonarismo.

Na terça-feira, Tarcísio reconheceu o resultado das urnas, agradeceu ao aliado pela campanha e defendeu “unidade” e “oposição vigilante” na área fiscal.

No PL, Michelle Bolsonaro se reuniu nesta terça com Valdemar Costa Neto e deve reassumir o PL Mulher.

Eleita senadora, ela terá mandato a partir de 2027 para ampliar a influência sobre o eleitorado conservador e evangélico.

A saída de Flávio também embaralhou a eleição para a presidência do Senado. Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha, disse ter sido pego de surpresa.

Ele disputa o cargo com Tereza Cristina (PP-MS), enquanto Davi Alcolumbre (União-AP) tenta a permanência com apoio da federação União Brasil-PP.

Aliados do atual presidente avaliam que o episódio enfraquece a articulação do PL com o Centrão.

Redação Portal PB