
Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) trocaram acusações sobre corrupção e discutiram segurança pública, saúde e propostas de campanha no primeiro debate do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, realizado neste domingo (18), na TV Band.
O confronto teve pouco espaço para a apresentação de propostas, segundo o material do debate.
Flávio questionou Lula sobre a relação com a lobista Roberta Luchsinger e mencionou declarações que ela teria feito em entrevista à CNN. Lula respondeu que o caso cabe à Polícia Federal.
O presidente, por sua vez, cobrou explicações do senador sobre os R$ 134 milhões que, segundo Lula, teriam sido pedidos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro.
Flávio afirmou que o dinheiro seria destinado à produção, mas não apresentou outros detalhes durante o debate.
Na segurança pública, Lula defendeu a atuação conjunta do governo federal, dos estados e das prefeituras contra o crime organizado.
Disse que criaria um Ministério da Segurança Pública caso a PEC da Segurança fosse aprovada pelo Senado.
Flávio prometeu endurecer as leis e declarou que pretende combater o que chamou de “narcoterrorismo”.
Os candidatos também trocaram críticas sobre o sistema prisional.
A saúde foi outro tema. Flávio reconheceu que o governo de Jair Bolsonaro não teve os melhores resultados na área e citou a pandemia como contexto.
Também defendeu levar ao SUS padrões de atendimento da rede privada.
Lula ainda desafiou o senador a abrir sigilos bancários e telefônicos, incluindo os de familiares; propôs que os documentos fossem entregues a representantes do STF e do TSE antes da votação de 25 de outubro.
Após o debate, a Polícia Militar foi acionada por uma suspeita de bomba relacionada ao carro que transportava Flávio, segundo informações atribuídas a fontes da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.
O Grupo de Ações Táticas Especiais da PM esteve no local e descartou a presença de bomba.
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