
Menos de 24 horas depois de anunciar que pediria a anulação da eleição, o senador Flávio Bolsonaro (PL) recuou.
Em conversas com aliados e advogados, ele foi convencido de que não havia caminho jurídico para contestar a vitória de Lula (PT) — faltavam argumentos concretos e o cenário no TSE e no STF era desfavorável.
No lugar do pedido de anulação, a campanha deve entrar com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) pedindo a cassação da chapa de Lula por abuso de poder econômico e político, por causa das medidas anunciadas pelo presidente durante a campanha.
Em nota, a equipe do senador falou em “ofensiva jurídica” e defendeu “transparência, respeito às regras e igualdade de condições na disputa”.
Na avaliação de aliados, a AIJE é uma ação rotineira em campanhas e não representa ameaça institucional.
O argumento que pesou foi político: tentar melar a votação jogaria o país em incerteza e prejudicaria a trajetória de um político jovem que acabou de receber quase 60 milhões de votos.
Entre os que defenderam o recuo está o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) — para eles, a eleição é “página virada”.
Flávio também afirmou que vai liderar a oposição. “Não foi eu que perdi, foi o sistema que ganhou”, disse.
Lula venceu com 51,79% (64.256.232), contra 48,21% (59.826.041) — diferença de 4,4 milhões.
Redação Portal PB