
Integrantes da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) afirmam que a derrota para Lula (PT) já era esperada antes mesmo da prorrogação do horário de votação, neste domingo (25).
Segundo relatos de pessoas que participaram da campanha, o resultado se deve ao excesso de confiança e a uma sequência de erros — entre eles, a de tratar a formação do futuro governo antes de garantir os votos.
O senador, porém, atribui a derrota à decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, que estendeu a votação até as 19h. “Não vou aceitar que a regra do jogo seja mudada no meio do jogo”, declarou, ao anunciar que pedirá a anulação.
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, rebateu: “Não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial”. O próprio comitê de Flávio havia pedido duas horas extras em cinco estados.
A apuração começou em clima de festa na casa do advogado Vicente Santini, no Lago Sul, em Brasília.
Quando Lula assumiu a liderança, o candidato se isolou por dezenas de minutos com o coordenador Rogério Marinho (PL-RN) e a advogada Maria Cláudia Bucchianeri. Ao voltar, confirmou o pedido de anulação.
Lula cresceu 10,4 milhões de votos entre os turnos, quase o triplo dos 3,7 milhões somados por Flávio.
O petista fez 64.256.232 votos (51,79%), contra 59.826.041 (48,21%).
A abstenção caiu de 21,08% para 19,21%. Flávio deixa o Senado em 31 de janeiro de 2027, sem mandato, e responde a dois inquéritos no STF — sobre o financiamento do filme Dark Horse e sobre suspeitas de lavagem de dinheiro ligadas ao advogado Willer Tomaz. Ele nega irregularidades.
Redação Portal PB