Exportações brasileiras resistem ao tarifaço americano e buscam novos mercados

Dois meses após a adoção do tarifaço pelo governo dos Estados Unidos, o impacto sobre as exportações brasileiras mostrou-se menor do que o previsto inicialmente. De acordo com levantamento da Amcham Brasil, menos da metade da pauta comercial do Brasil foi atingida pela alíquota máxima de 50%.

Produtos como café, carne e açúcar — principais afetados — conseguiram redirecionar suas vendas para mercados alternativos, como Europa e Ásia, minimizando os efeitos econômicos da medida.

Embora o setor de café tenha registrado forte retração nas vendas para os EUA, com queda de 56% em setembro, outros países ampliaram a demanda pelo produto brasileiro.

O mesmo ocorre com a carne, que encontrou novos destinos, enquanto indústrias mais dependentes do mercado americano, como madeira e móveis, enfrentam demissões e buscam alternativas para evitar prejuízos maiores.

Especialistas apontam que o impacto do tarifaço pode ser mais negativo para os próprios Estados Unidos, que registram alta nos preços internos e recorrem a subsídios para setores afetados.

Enquanto isso, o Brasil segue reposicionando sua estratégia comercial, apostando em novos parceiros e mantendo o ritmo das exportações globais.

Redação Portal PB