
Em depoimento prestado à CPMI do INSS nesta quinta-feira (04), a diretora de Auditoria de Previdência da CGU, Eliane Viegas Mota, afirmou que o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, ignorou reiterados alertas da Controladoria-Geral da União quanto aos descontos associativos automáticos sobre benefícios previdenciários.
A CGU havia apresentado propostas para suspender os acordos de cooperação técnica (ACTs), mas estes permaneceram ativos até a deflagração da Operação Sem Desconto da Polícia Federal.
A auditora revelou que Stefanutto questionou a metodologia utilizada nos relatórios da CGU e optou por analisar os dados antes de tomar providências. Mesmo diante das recomendações de interrupção dos descontos, a renovação dos convênios seguiu normalmente até abril de 2025, o que permitiu o prosseguimento do esquema investigado pela PF e pela própria CGU.
O depoimento reacende o debate sobre falhas na governança do INSS e aponta para uma falta de resposta institucional mesmo após sinais de irregularidades.
A CPMI indicou que irá tratá-las como investigadas todas as entidades envolvidas e continuar as apurações para responsabilizar os envolvidos.
Redação Portal PB