
Assim falou Santo Agostinho:
“A morte não é nada. A vida significa tudo o que ela sempre significou. O fio não foi cortado. Porque eu estaria fora de seus pensamentos, agora que estou apenas fora de suas vistas? Eu não estou longe, apenas estou do outro lado do Caminho…”
O Dia de Finados sempre nos remete à saudade. Uma saudade eterna daqueles que partiram e que sabemos que não voltarão.
Não poderemos mais abraçá-los, ouvir suas vozes, receber seus conselhos ou compartilhar os pequenos momentos da vida.
E então sentimos uma mistura de sentimentos: dor, tristeza, saudade e, para muitos, ainda o peso de um luto que permanece.
Luto e saudade caminham lado a lado, mas não são a mesma coisa. A saudade é o vínculo afetivo que permanece diante da ausência.
O luto é a dor de uma perda que ainda está sendo elaborada.
Mas, diante do luto, existe a esperança de que, com o tempo, a dor se transforme em saudade.
E então compreendemos que esse vínculo jamais será desfeito, porque só sentimos saudade de quem amamos, de quem foi importante e deixou marcas eternas em nossa história.
Por isso, neste Dia de Finados, permita-se chorar, se for preciso.
Mas não se esqueça também de sorrir ao lembrar daqueles que fizeram parte da sua vida.
Marleide Cilene (Cila Marcolino)
Psicóloga | Colunista do Portal PB