
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro reagiu com surpresa ao indiciamento feito pela Polícia Federal, que o acusa de coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.
Segundo a investigação, Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) teriam articulado junto ao governo dos Estados Unidos para submeter o STF à avaliação de um Estado estrangeiro.

Em nota, os advogados afirmaram que não houve descumprimento de medidas cautelares e que os pontos levantados serão esclarecidos no prazo fixado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo.
Moraes deu 48 horas para manifestação da defesa, alertando para indícios de descumprimentos, risco de fuga e reiteração de condutas ilícitas.
As apurações da PF incluem mensagens e áudios de Bolsonaro, Eduardo e o pastor Silas Malafaia. Os diálogos citam negociações com os EUA envolvendo tarifas e anistia a condenados por atos golpistas.
Embora não indiciado, Malafaia aparece nas gravações cobrando alinhamento político. Eduardo Bolsonaro, por sua vez, minimizou os ataques e acusou Moraes e Flávio Dino de promoverem uma “cortina de fumaça”.
Entre os indícios, a PF destacou ainda uma minuta de carta na qual Bolsonaro solicita asilo ao presidente argentino, Javier Milei, vista como sinal de planejamento para deixar o Brasil desde fevereiro de 2024.
O prazo para a defesa se encerra nesta sexta-feira (22), quando Moraes poderá decidir se mantém ou endurece as medidas contra o ex-presidente.
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