
O avanço dos casos de intoxicação por metanol em bebidas adulteradas já mobiliza autoridades em todo o país. Em São Paulo, cinco mortes suspeitas foram registradas somente no mês de setembro, além de 22 casos em investigação.
A situação se agravou após relatos de óbitos em Pernambuco, onde dois homens morreram e outro perdeu parte da visão após consumo de bebidas possivelmente contaminadas.
Diante do cenário, o governo paulista interditou bares e uma fábrica clandestina, enquanto a Polícia Federal abriu um inquérito próprio para apurar a origem das adulterações.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, classificou a situação como “anormal” e destacou que o número de ocorrências já corresponde à metade da média anual registrada em todo o Brasil.
O clima de insegurança levou clubes e bares tradicionais de São Paulo a suspenderem a venda de destilados. Já no Nordeste, a Vigilância Sanitária de Pernambuco iniciou fiscalizações em distribuidoras de bebidas.
A crise ainda levanta suspeitas de conexão com o crime organizado, o que reforça a necessidade de investigação rápida e medidas de proteção à saúde pública.
Redação Portal PB