Centrão se reaproxima de Lula, e Alcolumbre, Motta e Lira evitam Flávio durante eleição

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou, nas últimas semanas, o diálogo com os comandos da Câmara e do Senado em meio à disputa presidencial de 2026.

O movimento envolve principalmente o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que declarou apoio à reeleição de Lula, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), com quem o petista retomou uma agenda de negociação.

A aproximação ocorre depois de meses de atritos entre o Palácio do Planalto e o Congresso. No Senado, a relação havia se deteriorado especialmente após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal.

Agora, pautas consideradas prioritárias pelo governo, como o fim da escala 6×1, a PEC da Segurança Pública e o projeto sobre minerais críticos, voltaram a avançar na Casa.

No campo eleitoral, a federação União-PP e o Republicanos adotaram neutralidade nacional, abrindo espaço para alianças diferentes nos estados.

O movimento dificulta uma aproximação formal dessas siglas com Flávio Bolsonaro (PL), enquanto lideranças como Hugo Motta já assumiram posição favorável a Lula em seus respectivos estados.

O presidente da Câmara também articula sua própria reeleição para o comando da Casa e a candidatura de seu pai, Nabor Wanderley, ao Senado na Paraíba.

Outro sinal do ambiente político veio de Gilberto Kassab, presidente do PSD, que afirmou recentemente que o Centrão estaria alinhado a Lula e fez uma avaliação negativa das chances eleitorais de Flávio Bolsonaro.

O candidato do PL reagiu publicamente às declarações. O cenário, porém, permanece aberto: aliados de Flávio sustentam que lideranças do Congresso poderão se aproximar do candidato caso ele avance na disputa.

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