
O uso de medicamentos como semaglutida, liraglutida e tirzepatida ganhou espaço no tratamento da obesidade e pode contribuir para uma perda significativa de peso.
A Organização Mundial da Saúde (OMS), porém, reforça que essas terapias devem fazer parte de um cuidado mais amplo, associado à alimentação adequada, atividade física e acompanhamento profissional.
O alerta é importante porque a redução do apetite provocada pelos medicamentos pode fazer com que algumas pessoas passem a consumir alimentos em quantidade insuficiente.
Dietas excessivamente restritivas podem aumentar o risco de inadequação nutricional e perda de massa magra.
Por isso, o acompanhamento individualizado deve considerar necessidades de proteínas, vitaminas, minerais e a condição clínica de cada paciente.
Outro ponto fundamental é a preservação dos músculos durante o emagrecimento.
Evidências recentes apontam que uma estratégia combinando ingestão adequada de proteínas e exercícios de resistência, como a musculação, pode ajudar a preservar massa livre de gordura e a capacidade funcional durante o tratamento.
Os medicamentos também podem provocar efeitos adversos, principalmente náuseas, vômitos, constipação e diarreia, especialmente durante o início do tratamento.
A OMS recomenda que essas terapias sejam utilizadas com indicação e acompanhamento de profissional habilitado, enquanto decisões sobre dose, manutenção ou interrupção devem ser individualizadas.
A principal mensagem para quem busca emagrecer é que o sucesso do tratamento não deve ser medido apenas pela quantidade de quilos eliminados, mas pela qualidade e sustentabilidade do resultado.
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