
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu nesta terça-feira (22), em Nova York, os discursos de chefes de Estado na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).
Em uma fala de cerca de 20 minutos, o presidente defendeu a soberania brasileira, criticou interferências externas e abordou as eleições de outubro, além de temas econômicos e internacionais.
Sem citar nominalmente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Lula fez referências às relações entre os dois países, às tarifas aplicadas sobre produtos brasileiros e às discussões envolvendo o Pix.
Também afirmou que o Brasil pretende combater o crime organizado sem transferir a responsabilidade pela segurança de suas fronteiras a forças estrangeiras.
A fala ocorreu em meio a uma relação bilateral marcada por divergências comerciais e políticas.
O discurso também levou ao cenário internacional questões como os conflitos no Oriente Médio, a guerra no Irã, a situação em Gaza, o combate à fome e a necessidade de mudanças na estrutura da ONU.
Lula voltou a defender a reforma do Conselho de Segurança, tema recorrente em seus pronunciamentos internacionais, argumentando que a atual composição não representa adequadamente a realidade geopolítica contemporânea.
A participação brasileira ocorre em um momento de forte atenção internacional sobre as relações entre Brasil e Estados Unidos e a poucos dias das eleições brasileiras.
Após o pronunciamento, Lula retornou ao Brasil para cumprir compromissos de sua agenda. O discurso coloca novamente no centro do debate público temas como soberania, comércio exterior, democracia, segurança e o papel do Brasil nas negociações multilaterais.
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