
O Ministério do Desenvolvimento Social informou que 958 mil famílias deixaram de receber o Bolsa Família em julho de 2025 após atingirem renda per capita superior a R$ 218, patamar que as retira da condição de pobreza.
O número representa aproximadamente 3,5 milhões de brasileiros que passaram a ter autonomia financeira e não dependem mais do principal programa de transferência de renda do país.
Segundo o ministro Wellington Dias, a saída das famílias reflete o crescimento de oportunidades de trabalho formal e o fortalecimento de pequenos negócios em regiões antes vulneráveis. Ele destacou que 536 mil famílias ultrapassaram o prazo de dois anos na regra de proteção, que garante metade do valor do benefício durante a transição da pobreza para a renda estável.

“Essas famílias não foram cortadas de forma abrupta, mas sim acompanhadas. Muitas conseguiram melhorar de vida com carteira assinada ou com apoio a empreendimentos familiares, como no campo ou no comércio”, afirmou o ministro.
Desde o início da gestão do presidente Lula, mais de 8,6 milhões de pessoas saíram da linha de pobreza, o que representa uma reversão significativa dos índices de miséria no país.
Apesar do avanço, o ministro também apontou que o preconceito com beneficiários do programa ainda é uma barreira social.
Ele defendeu que o Bolsa Família exige compromissos como frequência escolar, vacinação em dia e capacitação, e que ações como o programa Acredita, PRONAF e Agroamigo têm incentivado o empreendedorismo e a autossuficiência entre os participantes.
A notícia traz um novo olhar sobre o impacto social do Bolsa Família, mostrando que o programa, além de assistir, também tem sido um instrumento de emancipação econômica.
Blog do Jucélio