Autoestima: por que hoje é tão difícil mantê-la?

Manter a autoestima em equilíbrio tornou-se um grande desafio na sociedade atual. A comparação constante, estimulada principalmente pelas redes sociais, impõe padrões de vida e de sucesso que, muitas vezes, não correspondem à realidade.

Vivemos preocupados em alimentar timelines perfeitas, cheias de fotos, filtros e “estórias” que buscam aprovação — curtidas, comentários e validação externa. Nesse contexto, muita gente constrói uma imagem distante de quem realmente é, e isso faz com que a autoestima se torne frágil e dependente da opinião alheia.

Mas, afinal, o que é autoestima?
A autoestima corresponde ao conjunto de sentimentos que uma pessoa nutre por si mesma, influenciando diretamente sua confiança, resiliência e capacidade de enfrentar desafios. Está conectada ao desenvolvimento do ego, ou seja, ao reconhecimento interno de valor, respeito e aceitação da própria identidade. Pessoas com autoestima elevada conseguem tomar decisões com mais segurança e lidam melhor com situações adversas.

Como fortalecer a autoestima?

Cila Marcolino lista alguns pilares essenciais:

1. Autoaceitação

Aceitar-se como é, respeitar o próprio corpo e compreender seus limites é o primeiro passo para construir um relacionamento positivo consigo mesmo.

2. Autoconfiança

Acreditar em suas capacidades e reconhecer sua força pessoal ajuda a enfrentar desafios e alcançar objetivos com mais tranquilidade.

3. Competência social

Saber se relacionar, construir vínculos e lidar com situações difíceis favorece o sentimento de pertencimento e reduz inseguranças.

4. Rede de apoio

Estar cercado de relações saudáveis — família, amigos, parceiros — gera segurança emocional e reforça a sensação de valor.

5. Resiliência diante das adversidades

Cuidar da saúde mental, manter o autoconhecimento e desenvolver hábitos prazerosos ajudam a enfrentar momentos desafiadores com mais equilíbrio.

10 atitudes para praticar e fortalecer sua autoestima:

  1. Elimine a culpa.

  2. Evite comparações.

  3. Não generalize experiências passadas.

  4. Confie em si mesmo.

  5. Seja compassivo com seus erros.

  6. Entenda o que funciona para você.

  7. Seja sincero consigo mesmo.

  8. Pratique a gratidão.

  9. Comemore suas vitórias.

  10. Viva o presente.

Quando buscar ajuda?

Se você percebe sentimentos de inferioridade, autocrítica excessiva, medo constante de errar ou necessidade de aprovação externa, é importante procurar apoio profissional. Um psicólogo pode ajudar a reconstruir o amor-próprio e resgatar o equilíbrio emocional.

“A autoestima é como uma flor que precisa ser regada. Depois que você começa a fornecer água, ela cresce e se espalha por toda a sua vida de forma positiva.” – Cila Marcolino

✍️ Marleide Cilene – É Psicóloga Clínica com atuação na área social, especialista em prevenção da dependência química. Atualmente psicóloga no Hospital das Clínicas em Campina Grande-PB