
14 de junho de 2025 – Israel realizou, na madrugada de 13 de junho, um bombardeio coordenado — batizado de Operação Leão em Ascensão — contra dezenas de alvos nucleares, militares e residenciais no Irã, numa clara tentativa de deter o avanço do programa nuclear iraniano .
🔺 Vítimas e alvos principais
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Foram mortos o comandante da Guarda Revolucionária, general Hossein Salami, e o chefe do Estado-Maior, Mohammad Bagheri, junto com dois cientistas nucleares: Mohammad Mehdi Tehranchi e Fereydoon Abbasi.
- A ofensiva usou mais de 200 aviões lançando cerca de 330 munições em cerca de 100 locais críticos, incluindo instalações nucleares em Natanz, Isfahan, Khondab e o aeroporto de Mehrabad, com danos extensos.

🔻 Retaliação massiva iraniana
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Iranenses responderam com a Operação Promessa Verdadeira III, lançando mais de 150 mísseis balísticos e mais de 100 drones contra território israelense.
- Sirenes soaram em Tel Aviv e Amã; ao menos 63 israelenses ficaram feridos, com uma mulher em estado crítico. Edifícios foram atingidos e equipes de resgate agiram em Tel Aviv.
⚠️ Cenário internacional
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UOL destaca que Israel justificou o ataque como uma “ação preventiva” para interromper processo acelerado de enriquecimento de urânio que poderia gerar até 15 bombas.
- Os EUA se distanciaram, afirmando não terem participado diretamente das ações ou aprovar o ataque, embora reconheçam a autodefesa israelense.
- Em Teerã, ocorre estado de emergência, fechamento do espaço aéreo e suspensão de voos comerciais.
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🔎 Riscos e desdobramentos
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Escalada nuclear real: ao eliminar líderes e cientistas-chave, Israel provoca um avanço clandestino do Irã em enriquecimento e possíveis violações ao TNP.
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Envolvimento de potências externas: o risco de envolvimento dos EUA ou países do Golfo aumenta, principalmente se bases americanas e sauditas forem atingidas.
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Instabilidade econômica: choque no mercado de petróleo e instabilidade nas cadeias globais, afetando inflação e confiança internacional.
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Perigo nuclear e erro de conta: num ambiente de retaliações, um míssil perdido ou interceptado falho pode desencadear reação em cadeia.
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🧭 Conclusão do Blog do Jucélio
Israel avançou na lógica de “ataque preventivo”, assumindo o risco calculado de eliminar com precisão o potencial nuclear iraniano.
A retaliação imediata coloca o Oriente Médio num estágio de confronto direto e traz de volta medos de guerra nuclear.
A comunidade internacional se encontra dividida, com a diplomacia em frangalhos e as operações militares em estágio crítico.
Redação Blog do Jucélio