
Uma carta do Departamento de Estado dos Estados Unidos afirma que o país apoia o direito dos brasileiros a eleições livres e justas, mas não declara expressamente que Washington reconhecerá o resultado da disputa presidencial de 2026.
O documento, datado de 15 de outubro, foi enviado à deputada Delia Ramirez, que havia liderado uma cobrança de parlamentares americanos sobre a política do governo Donald Trump em relação ao Brasil.
Na correspondência de setembro, os parlamentares pediram que os Estados Unidos se comprometessem a respeitar o resultado eleitoral.
Na resposta, o Departamento de Estado afirma que pretende manter diálogo com o povo brasileiro, o setor privado e o governo eleito.
Também menciona contatos com governos e representantes da sociedade civil sobre governança democrática, independência judicial e integridade eleitoral.
A carta defende ainda as medidas adotadas contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo o Departamento de Estado, as sanções impostas em 30 de julho de 2025, com base na Lei Global Magnitsky, foram fundamentadas em evidências do que o órgão classifica como graves violações de direitos humanos.
O documento atribui ao ministro detenções arbitrárias e restrições à liberdade de expressão.
Essas afirmações são alegações do governo americano.
O texto também sustenta a classificação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas estrangeiras e Terroristas Globais Especialmente Designados.
A decisão foi anunciada pelo governo dos Estados Unidos em 28 de maio de 2026.
Segundo a carta, os grupos têm milhares de integrantes, praticam ataques no Brasil e mantêm redes criminosas que se estendem aos Estados Unidos.
A resposta não apresenta justificativa para a revogação do visto do embaixador brasileiro em Washington, outro tema levantado pelos parlamentares.
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