
Aliados dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), descartam a possibilidade de avanço de pautas de enfrentamento ao Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo o impeachment do ministro Alexandre de Moraes.
A estratégia adotada por lideranças do centro político visa manter o equilíbrio institucional e focar na aprovação de pautas econômicas e legislativas prioritárias.

Apesar da pressão de parlamentares de oposição ligados ao bolsonarismo, que buscam obstruir os trabalhos legislativos, os líderes do Congresso avaliam que esse grupo está isolado. Para evitar paralisações, Motta e Alcolumbre têm mantido diálogo constante com membros do STF, inclusive com Moraes, que atuou como mediador no recente conflito envolvendo o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
As tentativas de obstrução da oposição têm sido limitadas a atrasos pontuais nas votações, como pronunciamentos prolongados e pedidos de adiamento, mas esses recursos devem perder força com o avanço das semanas.
O bloqueio efetivo das pautas depende da união da base governista e dos parlamentares de centro, que juntos formam maioria qualificada na Casa.
Entre os projetos que podem avançar, destacam-se propostas que visam restringir o número de ações judiciais protocoladas por partidos e instituições no STF.
A análise do projeto de anistia ainda está em aberto e poderá ter movimentação caso o presidente da Câmara se ausente, abrindo espaço para o deputado Altineu Côrtes (PL-RJ), que já sinalizou intenção de pautar a matéria.
Este posicionamento demonstra a busca por estabilidade institucional e a tentativa de evitar crises institucionais que possam comprometer o funcionamento do Congresso e a agenda legislativa.
Blog do Jucélio