
“Afinal, ter paciência é saber respeitar e aceitar as limitações do outro, mesmo pensando diferente do modo que ele pensa.”
Entendendo paciência como a capacidade de suportar contrariedades, incômodos e dificuldades com calma e tranquilidade, você já parou para se questionar se é uma pessoa paciente?
Ter ou não ter paciência? Ser ou não ser paciente? Você algum dia parou, de fato, para pensar sobre a paciência?
Não falo apenas da paciência com relação às pessoas da convivência diária. Extrapolando esse círculo afetivo, torna-se ainda mais difícil encontrar pessoas que tragam esse substantivo para suas vidas.
No dia a dia, o que percebo são pessoas impacientes não apenas com desconhecidos e desconhecidas, mas também com filhos e filhas, companheiros e companheiras, amigos e amigas.
Paciência também pode ser sinônimo de possuir disponibilidade e ter tempo. E isso parece cada vez mais difícil neste tempo em que contamos nossos minutos repetindo que “Time is Money”.
Mas como manter a paciência diante daquele que não nos escuta, não nos valoriza e, muitas vezes, além de ironizar, nos critica impacientemente, apontando nossos erros com insultos?
Talvez alguém pudesse contra-argumentar: não seria melhor fazermos como sugere Lenine e “fingir ter paciência”?
Afinal, ter ou ser paciente não deveria ser apenas uma qualidade. Talvez devesse ser uma dádiva, uma capacidade natural de querer, poder, dever e saber lidar com as adversidades que nos são impostas pela vida.
Ter paciência é saber respeitar e aceitar as limitações do outro, mesmo pensando diferente do modo que ele pensa.
É conservar a esperança de que, mesmo que o outro não mude, possamos ter a suficiente paciência para compreender que nem todo mundo pensa igual.
E é justamente por isso que existe a necessidade do diálogo.
Um diálogo que, evidentemente, deixa de existir quando falta paciência, benevolência, complacência, equilíbrio e serenidade de um dos dois — ou, quem sabe, de ambos.
Paciência também atende por outros nomes: benevolência, complacência, equilíbrio, mansidão, pacificidade, placidez e serenidade.
Talvez, no fim das contas, exercitar a paciência seja também uma forma de aprender a conviver melhor com as diferenças e com as adversidades da própria vida.
Marleide Cilene
Psicóloga | Cila Marcolino
10/08/2026