A paz de todos os dias

Bom Dia!

Quando o domingo chega, uma paz toma conta da alma…

Este dia tem o mesmo número de horas, mas trata-se de um dia diferenciado…

A vida precisa de dias leves para intercalar com a rotina exigente dos outros dias…

Viver o domingo é intensificar a espiritualidade e a paz…

Feliz domingo, Dia do Senhor!

“Enquanto o ego insiste em ter razão, a alma só quer encontrar paz.”
(@passarinhos_no_telhado)

O pacto com a paz faz parte da minha história de vida. Faço tudo pela paz e não abro mão de viver e conviver em ambientes pacificados.

Mas o ego costuma falar alto porque tem medo de desaparecer. Quer explicar tudo, vencer a conversa, guardar a última palavra, provar que foi injustiçado.

A alma, porém, possui outra sede. Ela não se alimenta de disputa.

Ela deseja repouso, reconciliação, silêncio limpo, aquela paz que não precisa humilhar ninguém para existir.

Muitas tempestades interiores permanecem porque insistimos em proteger a razão mesmo depois que o coração já pediu descanso.

Não se trata de abandonar a verdade, nem de aceitar o erro como se nada importasse. A verdade é sagrada.

Mas há uma diferença entre buscar verdade e alimentar orgulho.

Deus conhece essa diferença em nós, inclusive quando tentamos disfarçá-la com argumentos bem construídos.

Ele nos chama para uma liberdade mais profunda: a liberdade de não precisar vencer todas as batalhas.

Às vezes, a paz começa quando soltamos a necessidade de convencer quem não quer compreender.

Outras vezes, nasce quando reconhecemos que também ferimos, também exageramos, também enxergamos apenas uma parte.

A alma amadurece quando aceita ser conduzida pela humildade.

Humildade não é se diminuir, é voltar ao tamanho real.

É perceber que a vida é maior do que uma discussão, que os vínculos valem mais do que certas vitórias, que o silêncio pode proteger melhor do que a resposta afiada.

Na presença de Deus, o ego vai perdendo pressa.

A oração não precisa resolver todos os conflitos de fora, mas pode pacificar o campo de dentro.

E quando o interior se aquieta, muitas coisas encontram lugar.

Algumas palavras já não precisam ser ditas.

Algumas defesas deixam de ser necessárias.

Algumas feridas começam a respirar.

A paz que a alma procura não é fuga. É morada.

É o coração enfim desarmado diante da vida, aprendendo que ter razão pode aliviar por instantes, mas viver em paz sustenta a eternidade que Deus plantou em nós.

Bênção! Paz & Bem! Santa Alegria! Abraço!

Frei Jaime Bettega
Capuchinhos/RS