A fé que sustenta os passos

Bom Dia! O Dia do Senhor chega e nos presenteia com o início de um novo mês. Que novembro seja de reflexão e de muitas ações. É o penúltimo mês do nosso 2026. Sintamos a paz que vem do céu.

Hoje é o dia de todos os santos e santas. Que sejam nossos intercessores. Amém!

“Bendita seja a fé que nos dá asas, quando perdemos o chão.” (@passarinhos_no_telhado)

Perder o chão, num mundo de intensos movimentos e de incontáveis desafios, tem sido algo frequente. Ainda bem que a fé nos sustenta e nos conserva de pé.

Olha só: a cadeira continua no mesmo lugar, a janela recebe a claridade de sempre, mas uma notícia pode tornar estranha toda a casa. Aquilo que parecia seguro já não oferece o apoio de antes.

Nessas horas, até as tarefas comuns exigem um esforço diferente, e o amanhã parece longe demais para ser pensado.

A fé pode começar exatamente aí, sem palavras bonitas, como um pedido pequeno para não atravessar tudo sozinho. Deus acolhe também essa oração que mal conseguimos terminar. Não precisamos esconder o medo para permanecer em sua presença.

Há confiança no gesto de procurar amparo, mesmo quando ainda não compreendemos o que aconteceu.

Aos poucos, percebemos mãos que se aproximam, alguém que prepara uma refeição, uma pessoa disposta a ouvir a mesma pergunta mais de uma vez. O cuidado humano pode dar à esperança uma forma que conseguimos tocar.

A imagem das asas lembra que a vida não se limita ao apoio que perdemos. Existem possibilidades ainda desconhecidas, companhias que não havíamos percebido, forças que amadurecem enquanto somos ajudados.

Isso não torna a perda pequena nem dispensa o tempo de sofrer. Apenas impede que a tristeza seja a única voz a nos dizer o que virá.

Na oração, podemos entregar a Deus o dia de hoje, com sua medida possível, sem assumir de uma vez o peso de todos os dias seguintes.

Talvez a coragem seja atender uma ligação ou abrir a porta para quem veio ficar um pouco. A fé vai acompanhando esses gestos, discreta e persistente.

Haverá momentos de maior serenidade e outros em que precisaremos novamente de colo. Nenhum deles nos coloca fora do amor.

E, quando o coração começa a reconhecer que continua sendo sustentado, a esperança encontra espaço para um movimento novo. O chão ainda não parece firme, mas já existe companhia suficiente para tentar o próximo passo.

Bênção! Paz & Bem! Santa Alegria! Abraço!

Frei Jaime Bettega