
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) formalizou nesta terça-feira (20), na Justiça Eleitoral e no Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para a abertura voluntária de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico relativos aos últimos oito anos.
A divulgação pública dos dados está condicionada à abertura dos sigilos do adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL), e de seus familiares.
No Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o caso foi distribuído previamente à relatoria do ministro André Mendonça.
A autorização também abrange a primeira-dama Janja Lula da Silva e os cinco filhos do presidente: Lurian, Marcos Cláudio, Fábio Luís, conhecido como Lulinha, Sandro Luís e Luís Cláudio.
Lula havia antecipado a informação na segunda-feira (19), durante sabatina ao SBT.
O documento prevê a disponibilização dos dados em site de acesso público, desde que a condição apresentada seja atendida.
Em relação à família de Flávio, a medida proposta incluiria o ex-presidente Jair Bolsonaro, os irmãos Carlos, Eduardo e Jair Renan, a esposa Fernanda Antunes e a mãe, Rogéria Bolsonaro.
A petição defende que a divulgação ocorra antes de quarta-feira (21), sob o argumento de que as informações são relevantes para a decisão dos eleitores.
O pedido também alcança dados de empresas e contas das quais os candidatos sejam sócios ou tenham participação.
Do lado de Lula, cita a L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações Ltda., fundada em 2011 com Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula.
Em relação a Flávio, menciona seu escritório de advocacia e as empresas All In One Corretora de Seguros, Bravo Grafeno Tecnologia e Inovação, Bolsonaro Digital Ltda. e Alcazar Holdings.
Na manhã desta terça-feira, no QG de campanha, Lula cobrou que o adversário também autorizasse a abertura de dados de pessoas físicas e jurídicas.
A declaração expressa uma cobrança política do presidente; o material fornecido não apresenta decisão judicial sobre o pedido nem resposta de Flávio.
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