
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) prepara mudanças de estratégia para os últimos dez dias do segundo turno, em meio à redução da diferença para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas pesquisas e a impasses no Congresso.
Pesquisa Datafolha divulgada em 15 de outubro aponta Flávio com 51% dos votos válidos e Lula com 49%.
A margem de erro é de dois pontos percentuais, o que configura empate técnico. No levantamento anterior, a diferença era de quatro pontos.
Entre os temas que desafiam a campanha está a proposta de redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1.
Flávio, que havia criticado a medida, declarou que votaria a favor e apoiou a PEC aprovada pelo Senado em dois turnos, com 75 votos favoráveis.
O senador defende que o governo compense as empresas pelos custos da mudança, mas, segundo o material, ainda não apresentou estimativa do valor necessário.
Na área de segurança, a tentativa da oposição de incluir a redução da maioridade penal na PEC da Segurança provocou divergências e adiou a votação da proposta.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), retirou o texto da pauta. Após a decisão, o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), acusou Alcolumbre de agir em favor de Lula.
A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), afirmou que o debate sobre maioridade penal deve ocorrer separadamente.
A campanha de Flávio também pretende questionar os custos de medidas anunciadas pelo governo, como mudanças para microempreendedores individuais, reajuste do Bolsa Família e transporte público gratuito nos fins de semana.
O candidato participou de um encontro com empresários em São Paulo, que apresentou propostas de reformas econômicas.
Entre os próximos movimentos citados estão uma manifestação na Avenida Paulista, marcada para domingo (18), e o debate entre Lula e Flávio na Band, previsto para as 20h do mesmo dia.
A campanha também planeja ampliar a atuação de aliados no Nordeste e manter negociações com partidos do Centrão.
A federação União Progressista e o Republicanos declararam apoio a Flávio, mas dirigentes de partidos do bloco mantiveram apoio à recondução de Hugo Motta (Republicanos-PB) à presidência da Câmara.
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