
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, enfrenta críticas de integrantes da própria Corte e do Supremo Tribunal Federal (STF) por decisões tomadas no segundo turno das eleições de 2026.
Segundo reportagem de O Globo, ministros avaliam que sua atuação recente provocou desgaste interno e questionamentos sobre os limites de suas prerrogativas.
De acordo com quatro integrantes do TSE ouvidos pela coluna, a mudança de postura teria ocorrido após Flávio Bolsonaro (PL) terminar o primeiro turno com vantagem inferior a dois pontos percentuais sobre Luiz Inácio Lula da Silva.
Na avaliação desses ministros, Nunes Marques passou a adotar uma atuação mais incisiva em processos relacionados à disputa presidencial.
Um dos episódios citados ocorreu na sexta-feira (9), quando o presidente do TSE suspendeu o julgamento virtual de três casos nos quais já havia maioria favorável à campanha de Lula.
No domingo (11), determinou a suspensão do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, coordenado pelo deputado André Janones (Rede-MG), atendendo a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro.
A decisão sobre o canal foi posteriormente derrubada pelo corregedor do TSE, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que restabeleceu seu funcionamento.
Conforme a reportagem, integrantes da Corte questionaram o uso do poder de polícia pelo presidente do tribunal, argumentando que essa prerrogativa administrativa não deveria ser utilizada para suspender conteúdos políticos fora das hipóteses previstas.
Os episódios ampliaram as divergências internas e alimentaram preocupações sobre a confiança entre os integrantes da Justiça Eleitoral.
A avaliação relatada pela publicação é de que a condução dos processos pode afetar tanto a relação entre os ministros quanto a percepção pública sobre a imparcialidade do tribunal.
Portal PB – Onde a notícia chega primeiro!