
O senador Rogério Marinho (PL-RN) já iniciou articulações para disputar a presidência do Senado Federal a partir de 2027.
Coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, Marinho passou a trabalhar politicamente diante da expectativa de uma bancada de direita fortalecida na próxima legislatura e do crescimento do PL na composição da Casa.
A sucessão de Davi Alcolumbre (União-AP) deve entrar cada vez mais no radar das conversas entre os partidos.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, convocou uma reunião com senadores atuais e eleitos, além de governadores e deputados federais, em Brasília.
Embora a pauta principal esteja relacionada à campanha de Flávio Bolsonaro, a composição do próximo Congresso e a disputa pelos comandos da Câmara e do Senado também fazem parte das articulações políticas.
Um dos movimentos de Marinho foi buscar diálogo com ministros do Supremo Tribunal Federal.
O senador se reuniu com Edson Fachin e já havia conversado com outros integrantes da Corte para apresentar sua posição sobre os processos de impeachment de ministros do STF.
Marinho defende que o Senado exerça sua competência constitucional nesses casos quando houver, segundo sua avaliação, elementos que caracterizem crime de responsabilidade.
A movimentação coloca a relação entre Congresso e Supremo no centro da disputa pela presidência do Senado.
Para o PL, a eventual candidatura de Marinho representa também uma oportunidade de ampliar sua influência sobre a agenda institucional da próxima legislatura.
A definição, porém, dependerá das negociações com outras bancadas e da composição final do Senado.
O senador passou mal após retornar de uma viagem a Goiânia e foi levado a um hospital em Brasília por precaução; segundo sua assessoria, ele passa bem.
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