
As eleições de 2026 redesenharam a composição do Congresso Nacional e reduziram o tamanho de partidos tradicionalmente identificados com o chamado Centrão na Câmara dos Deputados.
União Brasil, PP e Republicanos, que somavam 140 deputados antes do pleito, passarão a ter 128 parlamentares a partir de 2027, enquanto o PL ampliou sua bancada para 121 cadeiras.
O resultado também revela uma mudança no perfil político do Congresso.
O avanço da direita ocorreu em parte sobre espaços antes ocupados por partidos de centro, enquanto PSD e MDB também registraram redução no número de deputados.
No Senado, o Centrão mantém 17 cadeiras, mas com uma composição considerada mais próxima do campo bolsonarista. União Brasil e PP, inclusive, devem declarar apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno.
Apesar da redução, o Centrão continuará tendo papel estratégico nas decisões do próximo governo.
Nem Lula nem Flávio Bolsonaro terão, sozinhos, votos suficientes para construir maioria na Câmara, o que torna indispensável a negociação com partidos de centro e parlamentares de diferentes correntes políticas.
Para aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), por exemplo, são necessários 308 votos.
O novo cenário também aumenta a importância das articulações partidárias a partir de 2027.
A composição regional e ideológica das bancadas pode influenciar a posição dos parlamentares em cada votação, fazendo do Congresso um espaço ainda mais decisivo para a execução das políticas públicas, aprovação de reformas e definição dos rumos do país.
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