
A Câmara dos Deputados terá, a partir de 2027, a maior presença feminina de sua história. Nas eleições realizadas neste domingo (4), 108 mulheres foram eleitas deputadas federais, passando a representar cerca de 21% das 513 cadeiras da Casa.
Em 2022, foram 91 eleitas, o equivalente a 18%.
O crescimento ocorre mesmo com uma redução no número absoluto de candidaturas femininas. Neste ano, 2.820 mulheres disputaram uma vaga na Câmara, contra 3.717 quatro anos atrás.
Apesar disso, a participação feminina entre os candidatos subiu de 35% para 37%.
Entre os partidos, o PT elegeu 26 deputadas, liderando o número de mulheres eleitas. O PL ficou em segundo lugar, com 22, seguido pelo PSOL, com oito.
PCdoB, Podemos e União Brasil elegeram sete mulheres cada.
O resultado amplia a diversidade de representação dentro do Congresso Nacional.
A mudança também recoloca em evidência as regras de incentivo à participação feminina na política.
A legislação estabelece percentuais mínimos de candidaturas por sexo e determina a destinação de recursos públicos para candidaturas de mulheres.
Com mais deputadas a partir de 2027, a expectativa é de uma presença feminina mais expressiva nos debates e decisões que afetam diretamente a população brasileira.
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