Moraes atribui investigação a ‘vingança’ de aliados de condenados pelo 8 de Janeiro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), apresentou na noite desta segunda-feira (14) uma manifestação ao presidente da Corte, Edson Fachin, na qual rebate as suspeitas relacionadas ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

O documento foi encaminhado às vésperas do julgamento desta terça-feira (15), que discutirá a validade da investigação conduzida pelo ministro André Mendonça.

Na manifestação, Moraes afirma que as acusações fazem parte de uma ofensiva de caráter político e atribui a iniciativa a aliados de pessoas condenadas pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

O ministro também sustenta que a decisão de Mendonça de determinar diligências contra um integrante do próprio STF teria ocorrido sem provocação da Procuradoria-Geral da República (PGR) ou da Polícia Federal e sem autorização do plenário.

Ao tratar diretamente das suspeitas de eventual favorecimento a Vorcaro, Moraes nega ter tido conhecimento antecipado da Operação Compliance, ter procurado autoridades responsáveis pelo caso ou ter vazado informações sobre a prisão do banqueiro.

Ele também questiona a qualidade técnica do relatório policial, afirmando que o material reúne fragmentos de informações e apresentaria problemas relacionados à cadeia de custódia.

Segundo o ministro, os documentos analisados não demonstrariam atuação dele em benefício do Banco Master.

A manifestação ocorre em um momento decisivo para o caso.

O STF deverá avaliar nesta terça-feira se as informações reunidas durante as diligências podem ser utilizadas e se há fundamento para uma investigação formal contra Moraes. A PGR já se posicionou pela nulidade do procedimento e pela extinção da petição.

O julgamento terá impacto institucional por envolver dois ministros da Suprema Corte e discutir os limites para abertura de procedimentos investigativos dentro do próprio tribunal.

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