
O ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou no domingo (30) uma série de medidas contra a campanha presidencial de Renan Santos, do Missão.
Entre as determinações estão a suspensão de perfis nas redes sociais, o bloqueio de repasses do Fundo Eleitoral e a proibição de participação do candidato em debates enquanto o caso estiver sob análise da Justiça Eleitoral.
A decisão está relacionada à apresentação tardia de 16 contas utilizadas pela campanha. Segundo a determinação, os perfis foram comunicados ao TSE em 19 de agosto, após o pedido de registro da candidatura.
Toffoli entendeu que a situação pode ultrapassar uma falha meramente administrativa, especialmente porque as redes sociais têm papel relevante na exposição de candidatos durante o período eleitoral.
Além das restrições digitais e financeiras, Renan terá de apresentar informações sobre outras contas, sites e grupos utilizados na campanha.
As plataformas também deverão preservar conteúdos e fornecer dados ao TSE sobre publicações, anúncios, impulsionamentos e recomendações.
O objetivo é permitir que a Justiça Eleitoral avalie a dimensão do uso das contas e eventuais vantagens obtidas durante a campanha.
A candidatura, neste momento, não foi formalmente suspensa, mas o ministro estabeleceu prazo de 24 horas para que Renan Santos e o partido apresentem esclarecimentos, sob possibilidade de o registro ser indeferido.
O caso ganha relevância por envolver regras de transparência eleitoral e o uso das plataformas digitais, tema que poderá ter impacto direto na disputa presidencial de 2026.
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