
A agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos (FDA) autorizou uma nova indicação para o Mounjaro, da farmacêutica Eli Lilly, permitindo seu uso para reduzir o risco de eventos cardiovasculares graves em adultos com diabetes tipo 2 e elevado risco de infarto ou AVC.
A decisão foi anunciada nesta segunda-feira (31) e amplia uma autorização que já contemplava o controle da glicemia.
A mudança teve como base um estudo que comparou a tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, com a dulaglutida, presente no Trulicity.
De acordo com os resultados apresentados pela fabricante, os pacientes tratados com Mounjaro tiveram uma redução de 8% no risco de eventos cardiovasculares graves em comparação ao medicamento usado como referência.
A tirzepatida atua simultaneamente nos receptores dos hormônios GIP e GLP-1, contribuindo para o controle da glicose e da saciedade.
A substância já ganhou espaço no tratamento do diabetes e do controle de peso e vem sendo estudada também por seus possíveis efeitos sobre doenças cardiovasculares, renais e hepáticas.
Nos Estados Unidos, a mesma molécula é comercializada como Zepbound para tratamento da obesidade.
No Brasil, o Mounjaro possui autorização da Anvisa para diabetes tipo 2 e controle crônico do peso, mas a decisão da FDA não estende automaticamente essa nova indicação ao país.
Para que a proteção cardiovascular passe a integrar oficialmente a indicação brasileira do medicamento, será necessária uma avaliação e autorização específica da Anvisa.
A novidade reforça a importância do acompanhamento médico, já que a utilização e a indicação de medicamentos devem seguir as orientações dos órgãos reguladores e dos profissionais de saúde.
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