
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (21) uma medida temporária para ampliar a oferta de carne bovina no mercado norte-americano.
Pelos próximos 90 dias, o país poderá importar até 300 mil toneladas métricas destinadas à produção de carne moída, sem a cobrança da tarifa normalmente aplicada sobre volumes que ultrapassam as cotas.
Segundo Trump, a iniciativa busca pressionar os preços para baixo e fazer com que a carne chegue aos consumidores com redução de até 25%.
O presidente também relacionou a alta do produto à diminuição do rebanho norte-americano e afirmou que a estratégia pretende, simultaneamente, aumentar a oferta no curto prazo e criar condições para a recuperação da pecuária dos Estados Unidos.
A decisão chama atenção no Brasil porque o país ocupa posição de destaque no fornecimento de carne bovina ao mercado norte-americano.
Dados do Departamento de Agricultura dos EUA indicam que os frigoríficos brasileiros enviaram aproximadamente 43,64 milhões de quilos de carne bovina aos Estados Unidos em junho de 2026, ficando atrás apenas da Austrália naquele mês.
Trump, porém, ainda não especificou quais países terão autorização para utilizar a nova possibilidade de importação.
A definição poderá ter reflexos sobre os exportadores que disputam espaço no mercado norte-americano e sobre o comércio internacional de carne bovina.
A medida também ocorre em um momento de atenção às relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.
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